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Argentinos
mantém bloqueio da Ponte da Fraternidade
A previsão inicial era de que o
bloqueio terminasse as 20 horas da segunda-feira, 4; mas vai
durar "tempo indeterminado"
José Antonio Pedriali
LONDRINA - Quarenta caminhões
chilenos com pasta de celulose destinada a indústrias de papel
do Brasil estão retidos em Puerto Iguazú, na Argentina, por
causa do bloqueio da Ponte da Fraternidade (ex-Tancredo Neves),
que liga esta cidade a Foz do Iguaçu. O bloqueio é feito por
comerciantes e taxistas argentinos e dele participam também
taxistas brasileiros.
A previsão inicial era de que o
bloqueio durasse até as 20 horas da segunda-feira, 4. Mas, o
bloqueio vai demorar "tempo indeterminado", segundo o
presidente da Câmara de Comércio de Puerto Iguazú, Arsênio
Prituluk. Em entrevista a uma rádio de Posada, capital do
departamento (estado) de Misiones, Prituluk afirmou: "a
ponte está totalmente bloqueada, não passa nada".
Ele justificou a continuidade do
protesto afirmando que o governo do presidente Nestor Kirchner
age somente quando é pressionado. "O governo gosta de
piqueteiros", ironizou, referindo-se a uma classe social
surgida nos últimos anos, a dos manifestantes profissionais.
O bloqueio da ponte foi decidido
após o governo recusar-se a abolir a taxa de saída cobrada de
estrangeiros e reduzir os preços dos combustíveis vendidos a
estrangeiros nos postos de fronteira, aumentados no mês passado.
Taxistas reclamam da cobrança de uma taxa aduaneira. e